Ciência sem Frieza: Como uno Evidência Científica e Acolhimento na Clínica.

Ciência sem Frieza: Como uno Evidência Científica e Acolhimento na Clínica

Uma terapia baseada em evidências não precisa ser distante, rígida ou cheia de termos difíceis. Para mim, ciência e acolhimento fazem parte do mesmo trabalho: a ciência ajuda a escolher caminhos responsáveis, e a escuta ajuda a entender o que aquele sofrimento significa na sua vida.

Isso inclui olhar para pensamentos, emoções e comportamentos, mas também para a sua história, suas relações, sua cultura, seu trabalho e as condições concretas que atravessam seus dias. A gente não trata um diagnóstico ou um sintoma isolado. A gente constrói objetivos possíveis para você.

O que significa fazer terapia baseada em evidências?

Fazer terapia baseada em evidências significa usar abordagens e estratégias estudadas cientificamente, sem transformar o atendimento em uma receita pronta.

Na prática, a evidência científica reúne o que pesquisas sérias mostram sobre determinados problemas e formas de tratamento. Mas ela não substitui a conversa clínica nem define, sozinha, o que você precisa fazer. Duas pessoas podem ter ansiedade, por exemplo, e viver essa ansiedade de maneiras muito diferentes.

Uma pode estar preocupada com o visto, a distância da família e o trabalho em outro idioma. Outra pode se sentir em alerta por conflitos familiares, sobrecarga ou medo de decepcionar quem ama. O método precisa dialogar com essas diferenças.

Na Terapia Cognitivo-Comportamental, ou TCC, usamos conhecimentos sobre a relação entre situações, pensamentos, emoções e comportamentos. Isso ajuda a entender ciclos que mantêm o sofrimento e a experimentar mudanças no cotidiano. A Federação Brasileira de Terapias Cognitivas reúne informações sobre essa abordagem e sua prática baseada em evidências.

Quer conversar sobre isso em terapia?

Sou Matheus Larotonda, psicólogo clínico (CRP 05/74953). Atendo online, com TCC, adolescentes, adultos e idosos no Brasil e brasileiros que vivem fora.

A ciência decide tudo o que acontece na sessão?

Não. A ciência oferece direção, mas o processo terapêutico é construído entre psicólogo e paciente.

Pesquisas podem indicar que uma estratégia costuma ajudar em determinada dificuldade. Ainda assim, precisamos entender se ela faz sentido para você, se cabe na sua rotina e quais obstáculos podem aparecer. Uma tarefa entre sessões, por exemplo, não serve para provar esforço ou medir “força de vontade”. Ela serve para observar a vida real e testar algo de maneira possível.

Se uma estratégia não funciona, a resposta não é insistir sem pensar. A gente investiga o que aconteceu, ajusta o plano e considera fatores que talvez não estivessem claros no início.

O que entra na terapia além dos sintomas?

Entra a pessoa inteira, não apenas aquilo que a fez procurar terapia.

Meu trabalho parte de um olhar biopsicossocial. Isso quer dizer que considero aspectos emocionais e comportamentais, mas também corpo, sono, relações, trabalho, dinheiro, experiências de discriminação, identidade, cultura e rede de apoio.

Um pensamento como “eu não dou conta” pode parecer apenas uma frase negativa. Mas ele pode estar ligado a uma história de críticas constantes, a um período de esgotamento ou à pressão de precisar recomeçar a vida longe do próprio país. Entender o contexto não elimina a possibilidade de mudança. Pelo contrário: torna a mudança mais realista.

Terapia baseada em evidências é uma terapia fria?

Não. Uma terapia com método pode ser humana, conversacional e cuidadosa.

Acolhimento não é um detalhe decorativo da sessão. É parte da relação terapêutica, porque fica muito mais difícil olhar para experiências dolorosas se você sente que precisa se defender, se explicar o tempo todo ou corresponder ao que o outro espera ouvir.

Ao mesmo tempo, acolher não é concordar com tudo nem deixar a terapia sem direção. Às vezes, acolher é reconhecer que algo está difícil e, junto com você, investigar um padrão que está cobrando um preço alto. É ter espaço para sentir sem deixar de procurar alternativas.

O que é acolhimento na prática?

Acolhimento é levar a sério o que você vive, sem julgamento e sem respostas prontas.

Para quem mora fora, pode ser reconhecer que a saudade não desaparece só porque a mudança foi uma escolha. Para uma pessoa com pensamentos intrusivos, pode ser falar de algo que causa vergonha sem receber uma interpretação apressada. Pensamentos intrusivos são ideias, imagens ou impulsos indesejados que podem surgir contra a vontade da pessoa; tê-los não define caráter nem intenção.

Também pode ser olhar para a dificuldade de dizer “não” em uma relação sem reduzir tudo a falta de limites. Talvez essa dificuldade tenha relação com medo de abandono, culpa, experiências anteriores ou uma situação atual em que discordar parece arriscado.

Acolher é começar por entender. Depois, a gente pode decidir o que vale a pena praticar, mudar ou aceitar como parte de uma realidade que não está totalmente sob controle.

Por que eu não reduzo você a um rótulo?

Porque um diagnóstico pode ser útil, mas não explica uma vida inteira.

Classificações como a CID-11 e o DSM-5-TR ajudam profissionais a organizar informações e planejar cuidados. Porém, diagnóstico não é uma identidade, nem deve ser usado para prever quem você é, como se relaciona ou o que será possível para você.

Textos como este também não servem para diagnosticar. Uma avaliação profissional considera a história, a frequência e a intensidade das dificuldades, os impactos na vida e outras condições que podem estar envolvidas.

Se houver uma hipótese diagnóstica, ela precisa servir para ampliar a compreensão e orientar o cuidado, não para fechar a conversa sobre você.

Quer conversar sobre isso em terapia?

Sou Matheus Larotonda, psicólogo clínico (CRP 05/74953). Atendo online, com TCC, adolescentes, adultos e idosos no Brasil e brasileiros que vivem fora.

Como a TCC une estrutura e escuta?

A TCC une estrutura e escuta ao investigar padrões concretos da sua vida e criar estratégias que façam sentido para os seus objetivos.

Ela parte da ideia de que o que pensamos, sentimos e fazemos se influencia mutuamente. Imagine alguém que recebe uma mensagem curta de uma pessoa importante, pensa “ela está chateada comigo”, sente ansiedade e manda várias mensagens para pedir confirmação. O alívio pode durar pouco, mas o ciclo de insegurança se fortalece.

Na TCC, chamamos essa interpretação rápida de pensamento automático. O trabalho não é obrigar você a pensar positivo. É observar se aquele pensamento é um fato, uma suposição ou uma leitura influenciada pelo medo, e buscar formas mais úteis de lidar com a situação.

Em alguns casos, isso envolve mudar comportamentos antes mesmo de a emoção acompanhar. Em outros, envolve enfrentar evitamentos aos poucos, criar uma rotina mais viável ou aprender a se posicionar com mais clareza em relações importantes.

TCC serve apenas para mudar pensamentos negativos?

Não. A TCC trabalha pensamentos, emoções, comportamentos e situações que mantêm uma dificuldade.

Se a pessoa está deprimida e passou a se afastar de atividades que antes davam algum senso de prazer ou realização, podemos usar ativação comportamental: um planejamento gradual para retomar ações possíveis, sem esperar a disposição aparecer por completo primeiro.

Se existe ansiedade social, pode ser importante entender pensamentos de julgamento, mas também praticar situações que foram sendo evitadas. Se há TOC, a TCC pode incluir estratégias específicas, como a exposição com prevenção de resposta (EPR), sempre planejada com cuidado e de acordo com a avaliação clínica.

Não existe uma técnica única para todo sofrimento. O objetivo é entender o ciclo que está acontecendo e trabalhar com recursos compatíveis com ele.

Onde entram DBT e ACT nesse trabalho?

DBT e ACT ampliam o trabalho da TCC quando precisamos lidar com emoções intensas, sofrimento persistente ou tentativas de controlar tudo o que se sente e pensa.

A Terapia Comportamental Dialética (DBT), desenvolvida por Marsha Linehan, oferece habilidades de regulação emocional, tolerância ao mal-estar, mindfulness e efetividade interpessoal. Em termos simples, ela ajuda a pessoa a atravessar momentos difíceis sem piorar ainda mais a situação e a construir relações mais coerentes com o que precisa.

A Terapia de Aceitação e Compromisso (ACT) trabalha a flexibilidade psicológica. Às vezes, lutar para eliminar qualquer pensamento doloroso ou emoção desconfortável acaba ocupando a vida inteira. A ACT convida a mudar a relação com essas experiências e a agir de acordo com valores importantes, mesmo quando há desconforto.

No meu trabalho, combino a TCC com ferramentas da DBT e da ACT conforme os objetivos e a realidade de cada pessoa. Abordagens não são um pacote fixo: elas precisam estar a serviço de uma vida que valha a pena, mesmo que imperfeita.

Como uma terapia com objetivos claros evita que o processo fique sem rumo?

Objetivos claros ajudam a terapia a ter direção, sem transformar as sessões em uma cobrança permanente.

Algumas pessoas chegam depois de experiências em que falaram por muito tempo, mas não sabiam o que estava sendo trabalhado nem como reconhecer uma mudança. Conversar sobre objetivos não reduz a profundidade da terapia. Dá uma referência para que a gente saiba o que está tentando construir e possa revisar o caminho quando necessário.

Um objetivo pode ser dormir melhor, diminuir rituais que tomam horas do dia, lidar com a saudade sem se isolar ou aprender a colocar limites em uma relação. Às vezes, ele começa amplo e fica mais específico conforme a terapia avança.

O que acontece no começo, no meio e na alta da terapia?

A terapia costuma ter começo, meio e fim, mas sua duração depende da complexidade da situação, dos objetivos e do ritmo possível para cada pessoa.

No início, a gente busca entender e combinar. Eu conheço sua história, o contexto atual e as dificuldades que motivaram a procura. Juntos, definimos objetivos concretos e possíveis, sem supor que você precisa resolver tudo de uma vez.

No meio do processo, vem a parte de praticar na vida real. Isso pode incluir observar padrões, experimentar estratégias, revisar situações difíceis e ajustar o que não funcionou. A sessão não fica desconectada da semana que você vive.

A alta terapêutica também faz parte da conversa. Desde a primeira sessão, eu converso com o paciente sobre como vamos perceber que a terapia cumpriu seu papel. A ideia é que você saia com recursos próprios, entendendo o que fazer se dificuldades voltarem, sem depender da terapia indefinidamente.

Minha cultura, minha história e a imigração têm espaço na terapia?

Têm, porque nenhuma técnica faz sentido se ignora a vida concreta de quem está diante dela.

Para quem mora fora, a imigração pode trazer conquistas e perdas ao mesmo tempo. Há o desafio prático de lidar com idioma, documentos, trabalho e fuso horário. E há mudanças menos visíveis: a saudade que aparece numa data comum, a culpa por estar distante da família, a sensação de não pertencer completamente a nenhum dos dois lugares.

Chamamos parte dessas experiências de luto migratório. Não é um diagnóstico. É uma forma de compreender perdas e mudanças que podem acompanhar o deslocamento entre países: pessoas, rotina, referências culturais, status profissional e até a versão de si que parecia mais conhecida.

Eu também vivi recomeços entre o Brasil e o Canadá, e sei que a imigração não se resume à adaptação prática. Ainda assim, a sua história não precisa ser igual à minha para ter espaço na terapia. Você pode conhecer mais sobre minha formação entre o Brasil e o Canadá e sobre como esse percurso atravessa meu trabalho clínico.

Como saber se a terapia que estou procurando combina com o que preciso?

Uma terapia tende a combinar mais com você quando há espaço para perguntas, objetivos compreensíveis e respeito pela sua história.

Você não precisa entender todas as abordagens antes de começar. Mas pode observar se o profissional explica como trabalha em uma linguagem que faça sentido, se escuta suas dúvidas e se constrói um plano junto com você, em vez de impor respostas.

Também faz diferença verificar se você se sente respeitado em sua identidade, orientação sexual, relações, cultura e contexto de vida. Para pessoas LGBTQIA+, por exemplo, um espaço afirmativo não trata orientação sexual ou identidade de gênero como problema a ser corrigido.

No atendimento online, vale considerar questões práticas: privacidade, conexão estável, um lugar reservado e horários que funcionem para sua rotina. A psicoterapia por videochamada segue regras éticas e de sigilo, e pode ser uma possibilidade para quem vive no Brasil ou no exterior.

Você pode conhecer como funciona a terapia online com TCC, com começo, meio e fim. Uma boa terapia não pede que você escolha entre ser acolhido e ter direção: ela cria condições para que os dois existam no mesmo processo.

Quer conversar sobre isso em terapia?

Sou Matheus Larotonda, psicólogo clínico (CRP 05/74953). Atendo online, com TCC, adolescentes, adultos e idosos no Brasil e brasileiros que vivem fora.

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